Ação apartidária de cidadania
Como a plataforma funciona
Explicação completa e pública, para qualquer pessoa conferir: quem faz esta plataforma, por que ela existe, como funciona, como cuida dos dados e como cumpre a lei eleitoral. Atualizada em 8 de outubro de 2026.
Em resumo
- É uma ação de cidadania. Iniciativa voluntária da Casa Marighella com um único objetivo: diminuir a abstenção de pessoas idosas e com mobilidade reduzida que querem votar e não têm como chegar ao local de votação.
- Não toma partido. Não pede voto, não fala de candidato nem de partido e atende qualquer eleitor, de qualquer preferência, em qualquer cidade do país.
- Não pergunta e não tem como saber em quem alguém vota. Nenhum campo do cadastro trata de voto, partido, candidato ou local de votação, nem de quem oferece nem de quem pede carona.
- Não combina caronas. A plataforma só aproxima as pessoas. Se a carona vai acontecer, o horário e o ponto de encontro são combinados entre elas, pelo WhatsApp, fora da plataforma.
- Não tem financiamento nem custo. Foi feita de forma voluntária, ninguém é pago e tudo funciona em serviços gratuitos. Para quem usa, também é tudo gratuito.
- Tem data para acabar. Encerra sozinha às 17h de 25 de outubro de 2026, quando termina a votação, e os nomes e telefones são apagados até 25 de novembro de 2026.
1. Quem faz e por quê
A plataforma Carona solidária para votar é uma iniciativa voluntária da Casa Marighella, que a criou e a mantém para cumprir o que entende ser o seu papel cidadão: fortalecer a democracia, cujo momento central é o voto.
O objetivo é um só: diminuir o número de abstenções causadas pela dificuldade de locomoção. No 1º turno de 2026, segundo o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 33.469.244 dos 158.745.502 eleitores aptos não compareceram, ou 21,08% do eleitorado. Entre essas pessoas estão idosos e pessoas com mobilidade reduzida que não tinham como chegar ao local de votação. Quanto mais eleitores votam, mais o resultado das urnas expressa a vontade de toda a população, seja ela qual for.
A plataforma não tenta convencer ninguém a votar, nem em quem votar. Ela atende quem já decidiu votar e não tem como chegar: é a própria pessoa, ou alguém da família, que procura a plataforma e faz o cadastro.
A iniciativa se apoia em valores que a lei e a Justiça já reconhecem:
- Constituição Federal, art. 1º: a cidadania e o pluralismo político são fundamentos da República, e todo o poder emana do povo.
- Constituição Federal, art. 14: a soberania popular é exercida pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos.
- Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), art. 76: a pessoa com deficiência tem direito de exercer seus direitos políticos em igualdade de condições com as demais pessoas.
- Supremo Tribunal Federal, ADPF 1013: o STF reconheceu que a falta de transporte afasta eleitores das urnas e determinou transporte coletivo urbano gratuito em dia de eleição.
- Justiça Eleitoral: os Tribunais Regionais Eleitorais oferecem transporte a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas o pedido tinha prazo (14 de setembro, em 2026). Quem perdeu o prazo, ou mora longe das linhas de ônibus, continua sem como ir votar.
A plataforma complementa essas políticas públicas e não substitui nenhuma delas.
2. A plataforma não toma partido
A plataforma é apartidária. Ela não pergunta, não registra e não tem como saber em quem um motorista ou uma pessoa que pede carona vota, nem em quem votou no 1º turno.
O que a plataforma não faz
- Não pede voto, não indica candidato, partido, federação ou coligação e não faz nem permite propaganda eleitoral.
- Não pergunta preferência política, partido, filiação ou voto. Nenhum campo do cadastro trata disso.
- Não pede título de eleitor, zona, seção nem local de votação. Por isso, não sabe onde cada pessoa vota.
- Não escolhe nem agrupa passageiros e não entrega lista de passageiros a motoristas.
- Não combina caronas: se a carona vai acontecer, o horário, o ponto de encontro e o trajeto são decididos entre as duas pessoas.
- Não fornece veículo, combustível, dinheiro, refeição nem qualquer outra vantagem.
- Não envia mensagens, não telefona e não mantém grupos com eleitores.
- Não usa resultados por candidato. O mapa mostra só a abstenção por estado, um dado neutro publicado pelo TSE.
- Não recebe dinheiro de candidato, partido, apoiador ou de qualquer outra fonte.
Regras que todos aceitam ao se cadastrar
Quem oferece carona marca três declarações obrigatórias. A principal diz:
“De acordo com a Lei nº 6.091/1974 (arts. 5º, 10 e 11, inciso III), concordo que a carona é gratuita, sem pedir voto, sem propaganda e sem adesivo ou material de campanha no veículo, e declaro que não sou candidato(a) nem estou a serviço de candidato, partido, federação ou coligação.”
Quem pede carona declara que entende “que a carona é gratuita, que ninguém pode pedir meu voto em troca e que ela é combinada direto entre mim e o motorista voluntário”.
A página inicial também proíbe adesivo, bandeira, camiseta, santinho ou som de campanha no veículo, conversa sobre em quem votar, cobrança de qualquer valor e grupos ou viagens em nome de candidato, partido ou apoiador.
Visual neutro
O site usa só as cores nacionais (verde, amarelo, azul e branco), que a Lei nº 5.700/1971 permite usar livremente, e nenhum símbolo, número, sigla ou slogan de partido ou campanha.
3. Como funciona, passo a passo
A plataforma é um cadastro de voluntários com busca. O papel dela termina quando a pessoa que precisa de carona vê o WhatsApp de um motorista; tudo o que vem depois é decidido entre as duas pessoas.
Dentro da plataforma
- Quem tem veículo se cadastra e aceita as regras.
- Quem precisa de carona se cadastra.
- Quem precisa busca motoristas na própria cidade.
- Escolhe um motorista e toca em “Ver WhatsApp”.
Fora da plataforma
- As duas pessoas conversam pelo WhatsApp e combinam se, quando e onde.
- A carona acontece no dia 25/10, gratuita, no veículo e com o combustível do próprio motorista.
A Casa Marighella não participa dessa conversa, não recebe cópia dela e não sabe se a carona aconteceu.
Cadastro de quem oferece carona
A pessoa informa nome completo, WhatsApp, tipo de veículo, número de vagas, horário em que pode ajudar no dia 25/10, estado, cidade, regiões da cidade que atende e, se quiser, que consegue levar cadeira de rodas dobrável ou andador. Marca as três declarações. Cada WhatsApp pode ter um só cadastro de motorista.
Cadastro de quem precisa de carona
A própria pessoa ou alguém da família informa o nome de quem faz o cadastro, o WhatsApp, se a carona é para si ou para outra pessoa, quantas pessoas vão (contando acompanhante), estado, cidade, região e período preferido. Esses dados nunca aparecem no site.
Busca
Só quem fez o cadastro para receber carona pode buscar. A lista mostra, de cada motorista da cidade escolhida, apenas o primeiro nome e a inicial do sobrenome, o veículo, as vagas, o horário, as regiões atendidas e se leva cadeira de rodas. Nenhum telefone aparece na lista.
A ordem da lista segue só critérios técnicos: primeiro quem atende a região pedida e, entre esses, quem foi menos procurado em relação às vagas que tem, com uma pequena variação aleatória para espalhar os pedidos entre os motoristas.
Contato
Quem precisa escolhe um motorista e toca em “Ver WhatsApp”. O site mostra o número e um botão que abre a conversa com uma mensagem sugerida, que a pessoa pode mudar:
“Olá, [nome]! Encontrei seu contato na página de carona solidária da Casa Marighella. Preciso de carona para votar no dia 25/10 em [cidade] ([região]). Podemos combinar?”
A plataforma guarda apenas o registro de que aquele número foi mostrado, para segurança e para apurar denúncias. Cada pessoa pode ver um número limitado de contatos, para evitar a coleta de telefones.
Correção, pausa e exclusão
O botão “Alterar ou excluir cadastro”, no topo do site, permite corrigir qualquer dado, mudar vagas e horário, pausar o cadastro quando lotar e excluir o cadastro. A exclusão apaga nome e WhatsApp na hora.
Denúncias
Ao lado de cada motorista há o botão “Denunciar”, com os motivos: número errado ou não responde, pediu dinheiro, fez propaganda ou pediu voto, comportamento inadequado e outro motivo. O motorista denunciado por pessoas diferentes sai da busca automaticamente até a equipe conferir, e a equipe pode bloquear qualquer cadastro a qualquer momento.
Mapa e números públicos
O site mostra o total de cadastros e um mapa com vagas e pedidos por cidade, nunca nomes ou telefones. O mapa também mostra a abstenção do 1º turno por estado, com os números oficiais do TSE, para indicar onde faltam voluntários.
Encerramento
Às 17h de 25 de outubro de 2026 a plataforma encerra sozinha: deixa de aceitar cadastros, buscas e pedidos de contato.
4. Como a plataforma cuida dos dados
A plataforma coleta só o necessário para aproximar as pessoas, não trata nenhum dado sensível e apaga nomes e telefones até 25 de novembro de 2026, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018).
| Dado | De quem | Para que serve | Quem vê |
|---|---|---|---|
| Nome | De quem oferece e de quem pede | Identificar o cadastro | Só a equipe. Do motorista, quem busca vê só o primeiro nome e a inicial do sobrenome |
| De quem oferece e de quem pede | Permitir o contato | Só a equipe. O do motorista, só a pessoa cadastrada que pede aquele contato | |
| Estado, cidade e região | De quem oferece e de quem pede | Mostrar quem está perto | Do motorista, quem busca. No mapa, só totais por cidade |
| Veículo, vagas, horário e cadeira de rodas | De quem oferece | Descrever a oferta | Quem busca |
| Para quem é a carona, número de pessoas e período | De quem pede | Descrever o pedido | Só a equipe |
| Declarações aceitas | De quem oferece e de quem pede | Registrar que as regras foram aceitas | Só a equipe |
No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.
O que não é coletado
CPF, RG, título de eleitor, zona, seção ou local de votação, endereço, data de nascimento ou idade, condição de saúde ou deficiência, preferência política, partido, candidato, voto, religião, renda, foto e localização do aparelho. A página não tem acesso à localização, à câmera nem ao microfone.
Registros de segurança
A plataforma registra quando o contato de um motorista é mostrado e para quem, as denúncias feitas e quando cada pessoa corrigiu, pausou ou excluiu o próprio cadastro (este último sem nomes nem telefones). Esses registros servem para apurar abusos e colaborar com as autoridades.
Onde os dados ficam e quem acessa
Numa planilha Google da conta da Casa Marighella, com acesso restrito à equipe responsável. O programa que grava os dados só tem permissão para acessar essa planilha.
Compartilhamento
Nenhum. A Casa Marighella não vende nem repassa os dados a candidatos, partidos, empresas ou terceiros e não usa os números para enviar mensagens. Pedidos de autoridades competentes são atendidos na forma da lei.
Base legal e direitos
Os dados são tratados com o consentimento de quem se cadastra (LGPD, art. 7º, inciso I), dado ao marcar as declarações, e só para a finalidade descrita aqui. Cada pessoa pode corrigir ou excluir o próprio cadastro a qualquer momento pelo botão “Alterar ou excluir cadastro” e pode pedir acesso aos seus dados falando com a Casa Marighella .
Prazo
A busca sai do ar às 17h de 25/10/2026. Até 25/11/2026, nomes e telefones são apagados de todos os cadastros e registros, e ficam só totais sem identificação.
Sem rastreamento
O site não usa cookies de rastreamento, anúncios nem ferramentas de análise de público. No próprio aparelho da pessoa ficam guardados só a chave de acesso ao próprio cadastro, o acesso à busca com a cidade e a região de quem pede carona (para não precisar digitar de novo) e o último número do contador. Os únicos serviços de terceiros são de infraestrutura: Cloudflare (hospedagem e verificação anti-robô) e Google (programa, planilha e fontes das letras).
5. Parte técnica
O sistema tem três peças simples, em serviços de uso geral: uma página, um programa e uma planilha.
| Peça | Onde funciona | O que faz |
|---|---|---|
| Página do site | Cloudflare Pages, plano gratuito, em carona.casamarighella.com.br | Mostra os formulários, a busca, o mapa e os textos. Qualquer pessoa pode ver o código dela pelo navegador |
| Programa | Google Apps Script, na conta Google da Casa Marighella | Confere e grava os cadastros, responde às buscas, mostra contatos e aplica as regras e os limites |
| Planilha | Google Planilhas, na mesma conta | Guarda os cadastros, os registros de segurança e os totais por estado e cidade |
| Verificação anti-robô | Cloudflare Turnstile, gratuito | Confirma que quem envia o formulário é uma pessoa |
| Mapa | Contornos dos estados e posição dos municípios, de bases públicas | Desenha o Brasil e os totais por cidade |
Proteções
- Verificação anti-robô conferida no servidor nos cadastros, na entrada da busca e na procura de um cadastro pelo WhatsApp.
- Formulários com proteção de uso único e um campo-armadilha contra envios automáticos.
- Limites de cadastros, buscas, contatos, denúncias e tentativas, por pessoa e por período.
- Um cadastro por WhatsApp em cada tipo, com conferência de DDD válido.
- O que as pessoas digitam nunca vira fórmula na planilha nem código na página.
- Cabeçalhos de segurança: a página só conversa com o próprio servidor, não pode ser embutida em outros sites e não tem acesso à câmera, ao microfone, à localização nem a pagamentos.
- A equipe pode pausar a plataforma inteira com um clique, e ela encerra sozinha no fim da votação.
Desenvolvimento e auditoria
A plataforma foi desenvolvida de forma voluntária pela equipe da Casa Marighella, sem contratar empresa ou programador, com ferramentas de uso geral. Cada versão publicada fica guardada no histórico do Google Apps Script e da Cloudflare, e o código completo da página e do programa pode ser entregue à Justiça Eleitoral a qualquer momento.
6. Voluntária, sem financiamento e sem custo
A plataforma não recebe dinheiro de ninguém e não gerou custo: funciona em serviços gratuitos e num endereço do site que a Casa Marighella já mantinha.
| Serviço | Para quê | Custo |
|---|---|---|
| Cloudflare Pages | Hospedagem da página | Gratuito |
| Cloudflare Turnstile | Verificação anti-robô | Gratuito |
| Google Apps Script e Google Planilhas | Programa e armazenamento dos dados | Gratuito |
| carona.casamarighella.com.br | Endereço do site | Sem custo extra: o domínio da Casa já existia |
- Ninguém foi ou é pago para criar ou operar a plataforma. A equipe trabalha de forma voluntária.
- Não há financiamento, patrocínio, doação ou apoio de candidato, partido, federação, coligação, empresa ou pessoa.
- Para quem usa, tudo é gratuito. Quem dirige usa o próprio veículo e o próprio combustível, sem reembolso de ninguém, e quem pede carona não paga nada. Pedir ou aceitar dinheiro é motivo de denúncia e bloqueio.
7. Proteções contra uso indevido
Cada forma previsível de desvio tem uma barreira no próprio funcionamento da plataforma.
| Risco | O que a plataforma faz |
|---|---|
| Motorista pedir voto ou fazer propaganda | Declaração obrigatória citando a Lei nº 6.091/1974, regra pública na página inicial, denúncia pelo motivo “propaganda”, saída automática da busca e bloqueio pela equipe |
| Candidato ou pessoa a serviço de campanha oferecer carona | Declaração expressa de não ser candidato nem estar a serviço de candidato, partido, federação ou coligação, e bloqueio quando identificado |
| Transporte organizado em favor de alguém | A plataforma não agrupa passageiros, não entrega lista de passageiros e não mostra os pedidos aos motoristas. Cada contato é individual, registrado e limitado |
| Cobrança pela carona | Gratuidade obrigatória e denúncia pelo motivo “pediu dinheiro” |
| Coleta de telefones de motoristas | Números só para quem tem cadastro, um por vez, com limite, registro e verificação anti-robô |
| Cadastros falsos em massa | Verificação anti-robô, proteção de uso único, campo-armadilha e limites por minuto |
| Alguém mexer no cadastro de outra pessoa | Exige o link particular ou o WhatsApp e o nome do cadastro, com verificação anti-robô e número limitado de tentativas. Toda mudança fica registrada |
| Uso dos dados para fins eleitorais | Nenhum compartilhamento, nenhum envio de mensagens e exclusão dos dados até 25/11/2026 |
| Direcionar a ação a eleitores de certa preferência | Nenhum dado de preferência é coletado. O único dado usado para mostrar onde faltam voluntários é a abstenção publicada pelo TSE. Atende todos os municípios do país |
| Risco à segurança de quem pega carona | Orientações na página inicial (ir em dupla, compartilhar a localização, conferir nome e placa) e denúncia |
8. A lei eleitoral e a plataforma
A Lei nº 6.091/1974 restringe o transporte de eleitores perto da eleição (art. 5º), proíbe que qualquer pessoa forneça transporte a eleitores da zona urbana (art. 10) e trata o descumprimento como crime (art. 11, inciso III). O Código Eleitoral (art. 299) pune quem oferece vantagem em troca de voto, e a Lei nº 9.504/1997 (art. 39, § 5º) pune a arregimentação de eleitores e a propaganda no dia da eleição. Os artigos estão resumidos na página inicial, em “O que diz a lei”.
O Tribunal Superior Eleitoral tem entendimento firme de que o transporte de eleitores só é crime quando há finalidade eleitoral, isto é, a intenção de conseguir o voto do eleitor transportado. Alguns exemplos:
- “Para a configuração do crime previsto no art. 11, III, da Lei nº 6.091/74, há a necessidade de o transporte ser praticado com o fim explícito de aliciar eleitores.” TSE, AgRgREspe 21641, 19/5/2005
- “O bem jurídico tutelado pelo referido delito é o livre exercício do sufrágio, de modo que, para a sua configuração, exige-se a presença do dolo específico consistente na finalidade de cooptação do voto do eleitor.” TSE, AgR-REspEl 114, 3/11/2021
- Em 2026, o TSE voltou a exigir o “dolo específico do agente de aliciar os eleitores transportados” e apontou como sinais dessa finalidade, entre outros, a ligação com candidaturas específicas, o material de campanha no veículo e o combustível pago por terceiros. TSE, AgR-REspEl 3358, 16/4/2026, e AgR-REspEl 060006130, 17/8/2026
- Na orientação publicada em 14/9/2026, o TSE resume: no dia da votação, ninguém pode fornecer transporte “com finalidade eleitoral”. TSE, Transporte de eleitores: saiba o que é permitido e o que é proibido
Os sinais de finalidade eleitoral e a plataforma
| O que a Justiça Eleitoral observa | Na plataforma |
|---|---|
| Pedido de voto ou de apoio a candidato | Proibido pelas regras e pelas declarações. Nenhum campo ou mensagem fala de candidato, e a mensagem sugerida é neutra |
| Material de campanha no veículo | Proibido, inclusive adesivo, e motivo de denúncia |
| Ligação com candidaturas | Nenhuma. O motorista declara não ser candidato nem estar a serviço de candidato, partido, federação ou coligação |
| Combustível ou pagamento por terceiros | Nenhum. Cada motorista usa o próprio veículo e combustível, e a Casa Marighella não paga ninguém |
| Logística organizada de transporte | Não existe. A plataforma não distribui passageiros nem define rotas ou escalas; cada carona é combinada entre duas pessoas |
| Ocultação | O contrário: as regras, o funcionamento e esta explicação são públicos |
| Voto em troca da carona | Proibido. Quem pede carona declara que ninguém pode pedir seu voto em troca |
Por isso, a Casa Marighella entende que a plataforma cumpre a lei: ela não fornece transporte, apenas aproxima pessoas que se oferecem e pessoas que precisam; em nenhuma etapa há intenção de conseguir voto, favorecer candidato ou atrapalhar a votação; e o fim que ela busca, permitir que mais pessoas exerçam o direito ao voto, é o mesmo do transporte coletivo gratuito determinado pelo STF e do transporte acessível oferecido pela Justiça Eleitoral.
9. Compromissos da Casa Marighella
- Manter as regras e o funcionamento descritos nesta página até o encerramento, às 17h de 25/10/2026.
- Não divulgar, nos canais da plataforma, conteúdo sobre candidatos, partidos ou pesquisas eleitorais, nem direcionar a divulgação a eleitores de uma preferência política.
- Bloquear na hora qualquer cadastro com sinal de propaganda, cobrança ou ligação com campanha e comunicar à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral quando houver indício de crime.
- Entregar à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público ou à polícia, quando requisitado, os registros e o código da plataforma.
- Apagar nomes e telefones de todos os cadastros e registros até 25/11/2026.
10. Contato e denúncias
- Problema com um motorista: use o botão “Denunciar”, na busca.
- Dúvidas, pedidos sobre seus dados ou informações para autoridades: fale com a Casa Marighella .
- Irregularidades eleitorais podem ser denunciadas à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal. Em caso de dúvida sobre a lei, procure o cartório eleitoral da sua cidade.
Fontes: Constituição Federal, Lei nº 6.091/1974, Código Eleitoral, Lei nº 9.504/1997, Lei Geral de Proteção de Dados, Estatuto da Pessoa com Deficiência, Lei nº 5.700/1971, TSE, Temas Selecionados: transporte de eleitor, orientação do TSE de 14/09/2026, resultado oficial do 1º turno (TSE) e MPF, direitos das pessoas com deficiência na hora de votar.